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Portugal Viajando em Família

“VIEMOS SER POBRES EM PORTUGAL?”

VIEMOS PARA PORTUGAL PARA SER POBRES

Na entrevista de hoje, Giuliana conta sobre o motivo de ter escolhido ir para Portugal, mesmo sabendo que seria mais pobre neste recomeço de vida. Entenda como foi sua adaptação ao novo país e as dificuldades enfrentadas por ela e sua família.

Confira abaixo o vídeo na íntegra da nossa entrevista:

Se preferir a leitura, segue abaixo um resumo detalhado do nosso bate-papo:

 

CHEGADA EM PORTUGAL

Giuliana diz que sentiu bastante alívio. Foi uma emoção muito grande poder dar uma vida mais digna e tranquila aos meus filhos.

“Quando eu desci na estação de comboio, sozinha, respirei aliviada com meu celular na mão, sabendo que ninguém ia me roubar ali.”

O difícil recomeço

Giuliana conta que não se ganha muito em Portugal. Inclusive, logo que chegou ao país, Letícia, sua filha mais nova, perguntou se a mudança aconteceu para serem pobres por lá.

“Nós saímos do Brasil – tínhamos uma vida tão boa – nós viemos para Portugal para sermos pobres?”

Giuliana explica que nos primeiros anos é muito difícil, muitas pessoas desistem e voltam para o Brasil.

Segundo ela, não é fácil ter-se uma vida confortável antes e chegar a Portugal para recomeçar. Mas, com o foco no objetivo maior, ela explica que seus filhos, Felipe e Letícia, compreenderam a razão da mudança.

“Quando perguntam aos meus filhos se eles querem voltar para o Brasil, respondem que não, porque no Brasil eles não podiam sair de casa por medo da violência.”

Ela relata que quando chega à sua casa mais tarde, porque o movimento está bom na loja, os filhos vibram com ela!

“Mamãe, você chegou tarde porque tinha cliente, não é? Graças a Deus as coisas estão melhorando”

VIEMOS PARA PORTUGAL PARA SER POBRES

ADAPTAÇÃO DAS CRIANÇAS NA ESCOLA

Giuliana está adorando o sistema de educação público de Portugal.

Segundo ela, Felipe tem aulas de reforço gratuitas devido a um projeto chamado “Give”. Nesse projeto, uma criança que está no último ano do ensino básico “adota” uma criança mais nova para auxiliar nos estudos.

Ou seja, uma professora particular que passa 2 horas semanais durante todo ano letivo ajudando:

  • nas tarefas de casa;
  • nos estudos para prova;
  • organizar seu caderno.

“É um projeto que se chama ‘Give’, onde um aluno do último ano tem que adotar outro do quinto para caminhar junto com ele.”

Bullying na Escola

Giuliana conta que Felipe sofreu bullying. Mas, apesar de ficar triste com o acontecimento, acredita que isso faz parte do desenvolvimento da criança.

“A criança tem que aprender a se defender, aprender com os ‘nãos’.”

Segundo ela, surpreendeu-se com a postura da escola que encaminhou o caso a um psicologo que está acompanhando seu filho gratuitamente.

Mesmo com as dificuldades, ela conta que os filhos estão felizes com a mudança.

VIEMOS PARA PORTUGAL PARA SER POBRES

SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA EM PORTUGAL

Segundo Giuliana, ela e sua família tinham um plano de saúde muito bom no Brasil. Mas, ela relata que não tem comparação com o sistema de saúde público de Portugal.

“O plano particular do Brasil não chega aos pés do atendimento público de Portugal.”

Ela conta que Letícia e Felipe tiveram catapora logo que chegaram a Portugal e foram muito bem atendidos e medicados no hospital público.

Outra informação muito boa sobre o serviço informada por Giuliana é que os sistemas de saúde e educação são interligados e fica tudo registrado.

“Se a criança faltou à aula porque foi ao médico, a escola já está sabendo.”

 

DICA PARA QUEM ESTÁ INDO AGORA

Giuliana indica a todos os pais que estão indo com filhos do primeiro casamento a legalizarem a situação da criança. Ou seja, ir com toda a documentação correta!

Segundo ela, seu atual marido tem a guarda definitiva das crianças, que foi passada pelo pai biológico. Mas, conhece casos de mães que foram para lá e estão com dificuldades para conseguirem a residência, já que não têm todos os documentos.

Ela explica que o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) está pedindo a seguinte documentação:

  • Termo de guarda exclusivo da mãe/pai ou do padrasto/madrasta assumindo essa criança;
  • Uma carta do pai/mãe que não está em Portugal registrada no cartório autorizando o filho a morar em Portugal ou em qualquer país da Europa.

Giuliana conta que quem vai para lá sem esse documento, fica mais difícil requerer, pois será necessário retornar ao Brasil e dar entrada no processo (o que pode demorar anos para sair).

“O SEF é muito rigoroso em relação a isso.”

VIEMOS PARA PORTUGAL PARA SER POBRES

Para saber mais sobre a vida de brasileiros que foram morar em Portugal, clique aqui!

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