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Estados Unidos Viajando em Família

“GABRIELA DUARTE FALA SOBRE MORAR NOS EUA COM FILHOS”

O bate-papo de hoje foi com a Gabriela Duarte. Ela, que morou dois anos em Nova York com o Marido, Jairo, e seus dois filhos, Manuela e Frederico, veio ao Bora Morar Fora contar como foi a adaptação das crianças a esta mudança. Você vai entender as dificuldades que ela teve, e como foi retornar ao Brasil depois desta experiência fora.

Confira abaixo o vídeo na íntegra do nosso bate-papo:

Se preferir a leitura, abaixo estão todo o conteúdo e links da nossa conversa.

 

ADAPTAÇÃO AO NOVO IDIOMA

Gabriela explica que a barreira do idioma existe e precisa ser quebrada. Porém, ela relata que, para criança, esta dificuldade é superada rapidamente.

Ela ficou surpresa ao ver que o inglês da sua filha mais velha, que sempre estudou em escola bilíngue, não era tão bom quanto ela imaginava.

Mas, bastou um empurrãozinho para Manuela surpreender com a nova língua.

 

CAMPING DE GINÁSTICA OLÍMPICA

Gabriela conta que eles chegaram a NY no início de Julho e as aulas começavam apenas em Setembro. Ou seja, dois meses antes de seus filhos entrarem na escola.

Como Manuela sempre gostou muito de ginástica olímpica, neste período, eles colocaram-na em um camping onde ela tinha contato com outras crianças da sua idade.

Segundo Gabriela, Manu passava metade do dia por lá, o que a ajudou bastante devido à necessidade de se comunicar em inglês a todo o momento.

“Resolveu a vida, porque ela ficou um mês fazendo ginástica olímpica de 9 da manhã até as 3 da tarde… e quando começaram as aulas, o inglês dela já estava maravilhoso.”

Gabriela Duarte em Nova Iorque

Imagem retirada do Instagram @gabidu

A SAGA PARA ESCOLHER UMA ESCOLA PARA SEUS FILHOS

Procurar uma escola não foi tarefa fácil.

Gabriela explica, que foi a Nova York algumas vezes antes da mudança para visitar as instituições particulares que alguns amigos sugeriram.

Apesar de ter gostado da maioria, seus filhos não foram aceitos.

“A escola particular, em qualquer lugar do mundo, tem o direito de negar seus filhos por alguma razão, seja ela qual for.”

Segundo Gabriela, as instituições alegaram que o inglês da sua filha não era bom o suficiente e poderia atrasar o desempenho dos outros alunos.

Com isso em mente, e após conversar com alguns amigos, ela descobriu que era possível matricular seus filhos em uma escola pública.

Na época, Gabriela pensava que o ensino público:

  • era apenas americanos;
  • não aceitava pessoas que tivessem condições de pagar por um ensino particular.

Porém, ela diz que isso foi um engano absurdo, pois, a escola pública nos EUA é aberta para absolutamente todo mundo.

“O que não pode é a criança ficar fora da escola.”

Gabriela Duarte em Nova Iorque

Imagem retirada do Instagram @gabidu

ENSINO PÚBLICO NOS EUA

Segundo Gabriela, essa foi a melhor escolha que ela já fez.

Além de seus filhos terem sido aceitos imediatamente e sem burocracia, ela explica que, se tivesse colocado as crianças em um ensino privado, eles iam continuar na mesma “bolha” que viviam no Brasil.

Ela explica que, diferente do particular, o ensino público é democrático e fez com que as crianças tivessem oportunidade de estudar com alunos de todas as:

  • nacionalidades;
  • classes sociais;
  • raças;
  • religiões.

Para ela, esse ponto foi fantástico e abriu bastante a cabeça de seus filhos.

Hoje, Gabriela aconselha todos os pais que estão indo morar em Nova York, a fazerem o mesmo com seus filhos, pois ela tem muita gratidão por todo crescimento que isso gerou a sua família.

“A gente abre a nossa cabeça e fica grato por poder conviver com tantas diferenças culturais.”

 

MAIOR DESAFIO COM A MUDANÇA

Gabriela conta que já morou em Nova York. Porém, quando foi a primeira vez, ela era mais nova e não tinha filhos.

“Para mim, o desafio foi ter ido com a minha família.”

Ela explica, que teve que se preocupar com aspectos que são normais para qualquer mãe. Mas, por ser um novo país, teve que reaprender e se adaptar a questões que já estavam no seu dia a dia no Brasil, tais como:

  • levar e buscar na escola;
  • entender melhor a dinâmica do dia a dia das crianças;
  • lidar com novos amigos e mães dos amigos;
  • entre outros.

No início, Gabriela conta que foi difícil, mas logo se ajustou e se sentiu à vontade com o novo cenário que estava vivendo.

Gabriela Duarte em Nova Iorque

Imagem retirada do Instagram @gabidu

RETORNO AO BRASIL

Segundo Gabriela, retornar ao Brasil foi mais complicado do que ir morar em Nova York.

Ela explica que a idade dos filhos influencia bastante na adaptação, pois a criança, quando é mais nova, quer ficar próxima dos pais, já os mais velhos, por já estarem inseridos em um grupo social, preferem a companhia dos amigos.

No caso da Manuela, ela foi para lá com oito anos e retornou com dez. Neste período, Gabriela conta que a filha amadureceu muito e já havia criado uma relação social com suas amigas.

Além disso, ela relata que, no período que eles ficaram por lá, seus filhos eram mais independentes e faziam muitas coisas sozinhos devido à segurança e ao fato de ser tudo perto.

“Era uma vida mais livre. Posso dizer que devia ser muito divertido, porque uma criança de 8/9 anos se sentir com essa autonomia é muito legal.”

Por isso, foi mais “doloroso” para Manuela deixar suas amigas nos Estados Unidos e voltar para o Brasil.

Mas, segundo Gabriela, depois que você retorna para o seu país, a readaptação é muito rápida, já que a criança volta ao contato com a família e os amigos antigos.

Gabriela Duarte em Nova Iorque

Imagem retirada do Instagram @gabidu

Gabriela diz que abriu a cabeça e evoluiu com toda essa experiência. E vc? Quando pretender viver a sua?

Gostou da entrevista com a Gabriela? Então, fica de olho no Bora Morar Fora, porque vou trazer outras pessoas e profissionais para te ajudar nesta jornada para mudar de país. Se inscreve no nosso Facebook e no Canal do Youtube para ser avisado sempre que as novidades saírem. =)

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