TOP
Portugal Viajando em Família

“Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril”

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

O bate-papo de hoje é com a Michele, mais conhecida como Mic, do site Aisenbergs por aí. Ela saiu de São Paulo e, atualmente, está morando em Cascais com seu marido e seus dois filhos: o Rafael (13 anos) e a Julia (11 anos). Hoje, ela conta para a gente como está sendo morar com adolescentes em Portugal e dá diversas dicas para quem já fez ou está pensando em fazer o mesmo.

Confira abaixo o vídeo da nossa entrevista sobre morar com adolescentes em Portugal:

Se preferir a leitura, sem problemas, abaixo todo o conteúdo e links da nossa conversa.

REAGINDO A IDEIA DE MORAR EM PORTUGAL

Mic conta que seus filhos não aceitaram muito bem a ideia de ter que mudar de país.

Ela explica que cada um reagiu de acordo com sua personalidade.

Enquanto a Júlia afirmou que isso iria acabar com a felicidade dela, o Rafael, mais introvertido, fingiu que nada ia acontecer.

Mic relata que já imaginava que seria complicado para eles perder a convivência que tinham com os amigos no Brasil.

Ela conta que a Júlia, por ser pré-adolescente e menina, era muito apegada às amigas e, sabia que isso seria uma dificuldade.

Por outro lado, o Rafael era um pouco mais na dele. Apesar de ter muitos conhecidos, a convivência era maior com um amigo que andava de Skate.

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

ADAPTAÇÃO DOS ADOLESCENTES EM PORTUGAL

Mic explica que conhece casos, bem diferentes do dela, de adolescentes que aceitaram e até quiseram fazer essa mudança de país.

“Conheço alguns que abraçaram o projeto, mas no nosso caso, a gente jogou pra elesnão os preparou antes.”

Para Mic, fazer essa mudança foi e ainda é muito difícil. Mas, diz que, é um alívio comparar o início da viagem com agora, pois vê que a adaptação deles já está melhor.

A CHEGADA

Mic conta, que eles chegaram em Portugal no início do verão – três meses antes das aulas começarem.

Ela explica, que escolheu esse período por ser o início do ano letivo europeu. Assim, Rafael e Julia poderiam iniciar o semestre juntamente com os outros alunos.

“Entrar na escola no meio do ano é o pesadelo de qualquer criança.”

Apesar de ter escolhido um boa época, ela explica que chegar meses antes do início das aulas gerou algumas turbulências.

Mic relata que, mesmo a praia sendo ao lado de casa, durante esses período eles mal saiam para passear.

“Foram 3 meses de verão sem amigos e eu e meu marido só ouvindo reclamações.”

Ela diz que, para o Rafael foi maravilhoso. Foram 3 meses de férias jogando jogos “online” com seus amigos.

Enquanto que, para a Júlia, era só ansiedade de começar uma nova escola e conhecer os outros alunos.

“Ela chorava, pedia para voltar para o Brasil, me abraçava…”

INÍCIO DAS AULAS

Devido ao cenário que estava vivendo, Mic explica que achou que o Rafael fosse levar tudo numa boa.

Ela conta que, ao iniciar as aulas, para a Júlia, foram necessários alguns dias até perceber ela que as crianças portuguesas eram iguais às outras. Assim que descobriu isso, já começou a se aproximar de algumas meninas.

Enquanto uma filha já estava começando a se adaptar, o outro começou a sentir o peso da mudança.

Mic relata que, próximo ao início das aulas, foi como se ‘a ficha do Rafael estivesse caindo’.

Por ser muito tímido, ela explica que a ideia de ir para uma nova escola e fazer novos amigos estava sendo difícil para ele aceitar.

“Ele chegou a chorar alguns dias.”

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

Quer saber mais sobre a adaptação de adolescentes em Portugal? Clique aqui para ver a história da Mary Olininho que, há 17 anos, foi para lá e, hoje, agradece a sua mãe pela mudança.

 

CUIDADO COM AS MANIPULAÇÕES

Mic explica que filhos, em geral, manipulam os pais. Por isso, ela diz para ter cuidado e estabelecer um limite entre as chantagens emocionais.

No início, ela conta que, para ajudar na adaptação, paparicava-os bastante cedendo a todos os mimos.

Ela relata que, às vezes, se culpava pensando se havia feito algum mal para eles e, por isso, acabava fazendo tudo o que eles queriam.

Após seis meses em Portugal, ela falou que chegou no seu limite e colocou um ponto final nas chantagens emocionais.

“Está todo mundo adaptado, fim!”

Mic deixou bem claro que, a partir daquele momento, cada um seria responsável pela sua própria felicidade.

Agora, eles não voltariam para o Brasil e, por isso, teriam que optar por um caminho:

  • o mais fácil: enxergar a mudança como uma oportunidade e a explorar da melhor forma possível
  • o mais difícil: enxergar a mudança como um problema e reclamar o tempo inteiro.

 

COMO AJUDÁ-LOS NESTA ADAPTAÇÃO

Ela conta que, precisou ver aquilo que os filhos mais gostavam para ajudar na interação e adaptação ao novo país.

No caso do Rafael, ela relata que ele parou de andar de skate assim que chegou em Portugal.

Vendo esta situação e sabendo o quanto ele gosta deste esporte, Mic diz que praticamente forçou o filho a frequentar uma pista próxima à sua casa.

No início, ela conta que ele foi reclamando. Mas, aos poucos, ele foi se acostumando com a ideia e, hoje, ele já pede para ir lá.

“E aí, você já percebe que ele está mais leve.”

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

No caso da Julia, ela conta que a pré-adolescência influencia bastante.

“Um dia ela está bem, no outro têm uma intriga e ela chega reclamando.”

Para Mic, isso é algo natural da idade. Porém, ela sente que a Julia usa as intrigas de um dia ruim para colocar a culpa em estar longe do Brasil.

Tentando ajudar a filha na adaptação, Mic passou a convidar amigas do colégio para passarem o dia em sua casa.

Ela diz que as meninas vão para lá e passam o dia inteiro fazendo Slime (uma “geleca” colorida que é a nova moda) e depois descem para brincar.

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA

Mic conta, que escuta de muitas pessoas que ela é corajosa por ido morar com adolescentes em Portugal. Mas, para ela, corajosas são as pessoas que criam seus filhos no Brasil.

Ela diz, que os meninos estão entrando em uma idade em que, daqui a pouco, vão querer sair sozinhos.

“O Rafael vai fazer 13 anos. Daqui a um ou dois anos, ele não vai mais querer a mamãe o levando para os lugares.”

Comparando a segurança e a qualidade de vida de Portugal com a de Brasil, ela explica que ficaria preocupada com a integridade de seus filhos a cada vez que saíssem sozinhos pelas grandes cidades brasileiras.

Por isso, para Mic, a maior coragem seria continuar no Brasil, pois as coisas estão muito perigosas.

“Minha avó sempre dizia: Minha filha, agora é fácil que eles estão aí do seu lado, espere depois quando eles saírem sozinhos de casa.”

 

DESEMPENHO ESCOLAR

Segundo Michele, nada mudou em relação performance de seus filhos na escola.

Ela conta que Júlia manteve suas boas notas. Afirma, ainda, que ela continua bastante estudiosa e responsável com seus estudos.

Mic explica que, apesar de ser contra, há o quadro de excelência no colégio. E, diz que a filha estabeleceu para si a meta de entrar neste quadro.

No caso do Rafael, ela afirma que filho passou a ser um pouco mais despreocupado em relação à escola, principalmente em estudar para as provas.

Porém, ela relata que Rafael é mais atencioso durante a aula e, por isso, continuou tirando boas notas.

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

DICAS PARA QUEM ESTÁ INDO MORAR COM ADOLESCENTES EM PORTUGAL

Além de brincar sobre a necessidade de comprar muitas caixas de Rivotril, Mic dá dicas valiosas para quem está indo morar com adolescentes em outro país.

  1. IR ANTES

Para ajudar o adolescente a absorver melhor a ideia da mudança, ela indica visitar o país com os filhos antes de mudar em definitivo.

Mic explica que o Rafael e a Júlia estavam indo para um lugar que nunca tinham ido antes. E, diz, que isso gerou muito nervosismo por eles não saberem o que esperar da nova experiência.

Ela relata que Rafael escreveu uma redação na escola dizendo que ‘caiu de paraquedas’ em Portugal.

“Eu nem sabia que Portugal existia nem que idioma falava. De repente, eu vim parar aqui.”

Pior isso, Mic acredita que, se eles já conhecessem a dinâmica do país e tivessem noção de como era, não teriam sofrido tanto com imaginações deturpadas.

“Se tiver como trazer antes, isso já dá uma aliviada na ansiedade deles.”

     2. ACREDITAR NA SUA DECISÃO

Mic conta que em nenhum momento se questionou a respeito de sua decisão de mudar para Portugal.

Segundo ela, é importante ter esse pensamento para que as crianças se sintam seguras.

“A gente não mostrou dúvida para eles.”

Ela explica que há momentos difíceis em que ela se questiona sobre tudo. Mas, nunca sobre a certeza de que essa nova vida será muito melhor para seus filhos.

   3. NÃO FICAR SE COMPARANDO

Mic conta que é importante não comparar, de nenhuma forma, sua experiência com a de outras pessoas.

Ela brinca dizendo que, filho dos outros:

  • dorme a noite inteira;
  • não tem cólica;
  • mama no peito e não machuca;

“Mãe tem essa coisa de comparar que eu não sei explicar o porquê.”

Segundo ela, se você for no detalhe, a vida de ninguém é perfeita e, o mais importante, é que as pessoas e filhos são diferentes.

Ela diz que os assuntos com outras mães brasileiras em Portugal acabam sempre remetendo adaptação dos filhos por lá.

Algumas dizem que seus filhos já têm amigos portugueses, outras que os amigos já estão dormindo uns nas casas dos outros. Enfim, para Mic, é importante escutar, mas filtrar o que se ouve para não pensar que há algo errado com seus filhos por não estarem fazendo o mesmo.

“Se você não estiver atenta começa a pensar: tem alguma coisa de errada comigo.”

Morar com Adolescentes em Portugal: Prepara o Rivotril

Mesmo sabendo da dificuldade, a Mic decidiu criar seus filhos com uma maior qualidade de vida.
E você? Já pensou em fazer o mesmo?

E aí, está gostando da entrevista? Calma, porque não acabou ainda. Acompanhe as próximas partes através da página do Bora Morar Fora no Facebook ou do Canal no Youtube, onde a Michele vai falar sobre como escolheu a escola para os filhos.


Se identificou com a Mic? Abaixo todos os links para suas redes sociais:


:: Artigo escrito em colaboração com Wéverton Rodrigues ::

Tags:   

«
»

what do you think?

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *