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Estados Unidos Viajando em Casal

“Morar em Orlando: Visto, Dificuldades e Muito mais”

Morar em Orlando: visto, dificuldades e muito mais

O bate-papo de hoje é com a Aline Pepe, que saiu do Brasil há 3 anos e foi morar em Orlando, nos Estados Unidos. Ela, que tem um Canal MARAVILHOSO no Youtube onde fala sobre sua vida em terrinhas americanas, veio ao Bora Morar Fora contar para a gente sobre a sua trajetória, as burocracias do seu processo de visto muitas outras dicas para quem quer ir morar pertinho do Mickey.

Confira abaixo o vídeo da nossa entrevista:

Se preferir a leitura, abaixo todo o conteúdo e links da nossa conversa.

VIDA AINDA NO BRASIL

Aline diz que, no Brasil, levava uma vida normal. Cesinha, seu marido, trabalhava em uma empresa junto ao pai dele, enquanto ela focava em seus projetos pessoais.

Ela conta que conheceu seu marido há dez anos quando fez um intercâmbio em Orlando. 

Os dois trabalharam juntos na Universal Studios e, desde que voltaram ao Brasil, não pensavam em outra coisa a não ser morar de vez nos EUA.

Apesar da vontade de viver por lá, Aline conta que eles tinham medo de largar tudo para viver essa nova experiência.

“Faltava coragem.”

MOTIVAÇÃO PARA MORAR EM ORLANDO

Aline conta que 2013 foi um ano de muitas mudanças.

A parte boa foi que ela e o Cesinha, enfim, se casaram. Porém, todo o restante do ano foi muito conturbado e bastante triste para a família.

Ela relata que neste mesmo ano:

  • O pai do Cesinha faleceu repentinamente;
  • O Cesinha acabou perdendo o emprego, devido à postura dos outros sócios;
  • E ela estava passando por um momento difícil com sua família.

Depois desta reviravolta, Aline conta que eles começaram a repensar sobre o que fariam daquele momento em diante.

Segundo ela, eles tinham duas opções:

  • Recomeçar no Brasil, onde o mercado de trabalho estava dando sinais de instabilidade;
  • Recomeçar nos EUA e colocar em prática o que vinham sonhando há tanto tempo.

“Ou a gente fica e começa do zero aqui, ou a gente vai e começa do zero lá”

 

Morar em Orlando: visto, dificuldades e muito mais

BUROCRACIA

Aline conta que eles resolveram embarcar nessa nova jornada. Por essa razão, começaram a pesquisar meios legais de ir para lá.

“A gente queria fazer tudo bem direitinho.”

Ela explica que, depois de analisar as possibilidades, eles decidiram morar em Orlando com visto de estudante.

Segundo Aline, esse é um visto muito comum para quem vai fazer curso de inglês por lá.

Porém, no caso deles, Cesinha resolveu fazer um MBA na faculdade de Valencia e, com isso, a Aline foi como acompanhante.

Comparado a um curso de idioma, Aline explica que o MBA é mais caro. Além disso, um dos pré-requisitos é ter um bom nível de inglês para conseguir acompanhar as aulas.

Como Cesinha preenchia todas as exigências do visto, para o casal, esta foi a melhor opção, pois:

  • Eles poderiam morar em Orlando legalmente por 4 anos;
  • O Cesinha poderia trabalhar ao final do curso;
  • Com o trabalho, ele poderia conseguir o “sponsor” em uma empresa e, com isso, obter a residência americana.

Aline conta que o Cesinha já está no último ano do curso e, por isso, ele já foi liberado para trabalhar.

Isso é possível devido ao OPT (em português, Treinamento Prático Opcional), que funciona, basicamente, como um estágio. Com isso, o estudante estrangeiro pode trabalhar de forma legal nos EUA com o objetivo de ser contratado por uma empresa americana.

“O Cesinha foi contratado já e está trabalhando em uma multinacional.”

DIFICULDADE DE ADAPTAÇÃO

Aline conta que sua adaptação ao novo país foi muita tranquila

Ela relata que, em datas comemorativas, sente saudades da família e dos amigos, mas diz que é de forma super controlada.

“De maneira geral, não tive nenhuma dificuldade.”

Por outro lado, ela diz que, para seu marido, as coisas não foram tão fáceis assim

Aline explica que a vida de um estudante universitário nos EUA não é nada simples. Além de ter que ir a todas as aulas, a parte mais pesada dos estudos eram os trabalhos de casa.

Ela diz que sempre teve muitos amigos e uma vida social super ativa. Porém, mesmo que Cesinha quisesse fazer o mesmo, era difícil para ele encontrar tempo livre.

“Por muito tempo ele se sentiu muito sozinho por aqui.”

ALUGUEL DE APARTAMENTO

Aline conta que, quando foi para os EUA fazer “Work Experience” pela primeira vez, recebeu o Social Security Number (SSN).

O SSN é como se fosse o nosso CPF no Brasil e nada mais é do que um documento de identificação.

Ela diz que, quando se tem esse número, alguns trâmites burocráticos ficam mais simples devido a isso ser uma exigência em alguns processos.

Por este motivo, ela explica que não teve nenhum problema para alugar apartamento em Orlando. 

“Conseguimos, de cara, o primeiro apartamento que a gente queria”.

Como dica, Aline fala para todos que estão indo fazer “Work Experience” nos Estados Unidos guardarem seus SSNs, pois nunca se sabe o dia de amanhã.

“Eu não imaginei que aquele papelzinho que eles deram no último dia fosse ser tão importante para nós hoje.”

ALUGUEL PARA QUEM NÃO TEM SOCIAL SECURITY

Ela explica que não ter o documento não é sinônimo de que você não conseguirá alugar uma casa ou um apartamento por lá.

Para ela, a posse do documento apenas torna o processo mais simples.

Para quem não tem o SSN, Aline diz que há algumas opções, entre elas:

  • Que algum americano seja seu “sponsor” no processo;
  • Comprovar uma renda específica determinada pela locadora;
  • Alugar o quarto ou um anexo na casa de outra pessoa.

VIDA DE ESTRANGEIRA

Aline conta que nunca sentiu preconceito por ser uma estrangeira.

Ela relaciona isso ao fato de Orlando ser um local turístico, que recebe pessoas do mundo inteiro durante todo o ano.

“Eu acho que é por ser Orlando, eu não sei como é em outros lugares.”

 

A Aline realizou seu grande sonho de morar nos Estados Unidos. E você? Já pensou em fazer o mesmo?

E aí, está gostando da entrevista? Calma, porque não acabou ainda. Acompanhe as próximas partes através da página do Bora Morar Fora no Facebook ou do Canal no Youtube, onde a Aline vai falar sobre os serviços, além de dar muitas dicas para você que também quer ir para o país norte americano.


Se identificou com a Aline? Abaixo todos os links para suas redes sociais:


:: Artigo escrito em colaboração com Wéverton Rodrigues ::

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