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Argentina Viajando em Casal

“Morar de mala, cuia e cachorro na Argentina”

Morar na Argentina com cachorro

O bate-papo de hoje é com a Ana Laura que, há 7 meses, deixou o Rio de Janeiro para morar em Buenos Aires, na Argentina, com seu marido, Fernando, e com seu cachorro, Mylo. Hoje, ela conta para a gente, o porquê decidiu sair do Brasil, como foi o seu processo até chegar na Argentina, o que é preciso para contratar alguns serviços por lá e, como fez para ir morar na Argentina com cachorro.

Confira abaixo o vídeo da nossa entrevista:

Se preferir a leitura, abaixo todo o conteúdo e links da nossa conversa.

A VIDA ANTES DA MUDANÇA

Ana Laura explica que, no Brasil, ela e seu marido trabalhavam no mercado de óleo e gás. Porém, ela na área financeira e Fernando na parte jurídica.

Segundo Ana, eles passaram por um cenário de incerteza quando as duas empresas em que trabalhavam foram compradas.

“A gente não sabia se ia ter emprego ou não depois que a compra fosse concluída.”

Apesar de, durante a fusão, os dois terem conseguido se realocar, a oportunidade que surgiu para Fernando era em Buenos Aires, na Argentina.

COLOCANDO NA BALANÇA

Ana explica que, ao conversar com Fernando sobre a proposta de ir morar na Argentina, eles levantaram os seguintes pontos:

  • a proposta era muito boa;
  • Ana não estava tão feliz no trabalho que vinha desempenhando;
  • não havia nada que prendesse o casal ao Brasil.

“Na hora eu falei: Vamos embora.”

Apesar de ter tentado, Ana relata que não conseguiu uma transferência de emprego pela sua empresa. Por isso, para embarcar nesta nova jornada, teve que pedir demissão.

Agora, ela relata que está em um momento de descoberta buscando novos caminhos.

“Foi uma mudança muito grande, mas eu gosto muito de mudanças.”

Morar com cachorro na Argentina

PROCESSO DE IDA PARA A ARGENTINA

Ana conta que tudo aconteceu muito rápido.

Segundo ela, a proposta foi feita no final de maio e queriam que Fernando estivesse na Argentina no início de julho. Ou seja, eles tinham apenas o mês de junho para resolver todas as etapas necessárias da mudança.

Entre elas, estavam:

  • ir para Argentina escolher apartamento;
  • fechar o contrato;
  • fazer cotação da mudança;
  • enviar as cotações para empresa do Fernando;
  • finalizar pendências no Brasil.

“E no meio disso tudo ainda tinha o casamento da minha prima.”

Apesar de ser uma mudança grande, Ana explica que foi bem tranquila. E, relacionou isso, ao fato da empresa do Fernando estar a frente de toda parte burocrática.

Porém, Ana diz que conversou com outros brasileiros que estão morando por lá e percebeu que, mesmo sem uma empresa por trás, o processo para morar na Argentina não é nenhum “bicho de sete cabeças.”

“Argentina é um dos países mais tranquilos.”

 

VISTO, PASSAPORTE E DNI

Ana explica que, por se tratar de um país do Mercosul, não foi necessário visto para entrar.

Segundo ela, para ficar em solo argentino por mais de 90 dias é preciso ter um DNI (Documento Nacional de Identificação), que, no Brasil, equivale ao RG e ao CPF.

Ela diz, que o DNI não tem uma relação direta com a contratação do Fernando. Porém, acredita que isso possa influenciar no tempo de vencimento.

Ana conta que há duas opções de validade:

  • Temporária – é preciso renovar a cada 2 anos;
  • Permanente – é preciso renovar a cada 15 anos – que é o seu caso.

Bora Morar Fora

CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS

Ana relata que, apenas com o passaporte já é possível contratar alguns serviços, como:

  • alugar um apartamento;
  • contratar combos de internet, telefone e tv a cabo.

No entanto, alguns outros são feitos apenas com o DNI, como:

  • abrir uma conta bancária;
  • fazer compras online;
  • trabalhar;
  • estudar.

Segundo Ana, logo que chegou, não tinha o documento. Por isso, algumas das suas contratações foram feitas com passaporte e pagas em dinheiro. O que ela diz que é comum por lá e, muitas vezes, mais em conta.

Para ter uma idéia, Ana relata que, quando comprou sua mesa de jantar, pagou 2 mil reais mais barato do que no cartão de crédito.

Ela relaciona essa cultura do pagamento em dinheiro ao confisco que os argentinos sofreram em suas contas bancárias.

“Eles têm muita desconfiança do sistema.”

Morar na Argentina com cachorro

MORAR NA ARGENTINA COM CACHORRO

Ana explica, que levar seu cãozinho de estimação, Mylo, para a Argentina foi bastante tenso por conta da burocracia.

ESCOLHA DA EMPRESA DE TRANSPORTE

Ana relata, que entrou em contato com duas empresas.

A primeira, realizava o serviço de porta a porta. Ou seja, buscaria o Mylo em sua casa no Brasil e, o entregaria em sua nova residência na Argentina. No entanto, o valor pelo serviço era de 3 mil dólares.

“Antes de fazer isso, eu coloco o cachorro no carro e atravesso a fronteira”. 

A segunda, que acabou sendo sua escolha, se chamava Cargo Mar.

Ana diz que, apesar desta empresa não fazer o serviço porta a porta, eles cobravam um valor super justo de 300 dólares pelo seu trabalho e, segundo ela, as outras taxas são inerentes ao processo.

“Vale a pena… eles foram bem transparentes”

Ana conta que gostou muito do serviço da empresa, pois:

  • eles informaram a lista de todos os documentos necessários;
  • se encarregaram pelo pagamento de todas as taxas;
  • deram bastante assistência.
DIA DO EMBARQUE

Ana relata que, que no dia da sua viagem, foi para o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, levando Mylo para ser transportado até a Argentina.

Por indicação da transportadora, ela o colocou em uma caixa grande e, por isso, ele foi tratado como carga.

Ela explica, que existem alguns casos em que os cachorros vão como bagagem. Nesta situação, eles são entregues aos donos juntos com as malas.

“O que é um processo bem mais tranquilo e simples.”

No entanto, esse não foi o seu caso.

Ana conta que, ao chegar na Argentina ela teve que fazer uma maratona para conseguir retirá-lo da alfândega.

Abaixo, os perrengues que ela enfrentou no processo:

  • ir a um prédio específico pagar uma taxa;
  • ao chegar no prédio a máquina do cartão de crédito não estava funcionando;
  • eles não aceitaram pagar em dinheiro;
  • ela teve que voltar ao banco em outro terminal para efetuar o pagamento;
  • após isso, foram a alfândega, em outro prédio, fazer um cadastro;

Segundo Ana, Mylo foi colocado na caixa de transporte as 10h da manhã no Rio de Janeiro e só conseguiu sair meia noite em Buenos Aires – lembrando que é o mesmo fuso horário.

“Ele não fez um xixi, um cocô, ficou esse tempo todo travadinho, tadinho.”

Morar com cachorro na Argentina

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Hoje, Ana Laura mora em Buenos Aires e está muito feliz com sua mudança. E você? Já pensou em morar na Argentina?

Gostou da entrevista? Então, fica de olho no Bora Morar Fora, porque ainda não acabou! Na segunda parte, a Ana Laura vai contar sobre o seu novo projeto de vida em Buenos Aires e o porquê de não querer mais voltar para o Brasil.

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:: Artigo escrito em colaboração com Wéverton Rodrigues ::

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