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Nômades Digitais Viajando em Casal

“A trajetória do primeiro casal nômade digital brasileiro”

A trajetória do primeiro casal nômade digital brasileiro

O bate-papo de hoje é com o Vinícius e a Patrícia, criadores do blog Casal Partiu.  7 anos, eles iniciaram esse estilo de vida e, até agora, já visitaram 66 países ao redor do mundo. Hoje, eles contam o que os levou a ser o primeiro casal nômade digital brasileiro, falam sobre as dificuldades que enfrentaram nesta vida, além de darem dicas incríveis para ajudar você a embarcar com tudo nesta nova jornada.

Confira abaixo o vídeo da nossa entrevista:

Se preferir a leitura, sem problemas, abaixo todo o conteúdo e links da nossa conversa.

 

A VIDA ANTES DE SE TORNAREM NÔMADES DIGITAIS

Vinícius conta que, há 7 anos, eles estavam vivendo o auge de suas vidas em todos os aspectos.

“Tudo estava muito bem.”

A Patrícia era fotógrafa de casamento, e o Vinícius, gestor de software – o que permitia ao casal trabalhar “home office”.

Apesar da necessidade de fotografar casamentos presencialmente, o restante do trabalho era todo feito em casa.

Eles contam que a vida no Brasil era muito boa e, por isso, nunca pensaram em se tornar nômades digitais

“A gente nunca tinha nem ouvido nem falar disso.”

 

MOTIVAÇÃO PARA MUDANÇA

Eles relatam que, em meados de 2009, em uma visita a Buenos Aires, começaram a pensar em como seria deixar o Brasil e ir morar de vez na Argentina.

Ao retornar de viagem, decidiram cumprir suas agendas profissionais e se programar para viver essa nova experiência.  

O casal conta que, assim como qualquer escolha, eles teriam que abririam mão de algo. Neste caso, seria a vida no Brasil próxima a amigos e família. Porém, por outro lado, sabiam que teriam a possibilidade de vivenciar momentos incríveis.

“Para provar novos chás, é preciso esvaziar a xícara.” – ditado chinês citado por Vinícius.

No início, a ideia era ficar por terras argentinas. Porém, Vinícius afirma que teve seu primeiro contato com o termo Nômade Digital em um livro americano chamado Vagabonding.

Ele explica que, como já trabalhavam de forma remota, percebeu que seria possível terem este estilo de vida.

Os dois tinham motivações diferentes, mas elas estavam super conectadas.

Enquanto Patrícia queria fugir da rotinaVinícius conta que tinha curiosidade de saber como seria a viver em outras cidades.

A trajetória do primeiro casal nômade digital brasileiro

Imagem retirada do Instagram @casalpartiu

LIVROS QUE MUDARAM A SUA VIDA

Além do “Vagabonding“, Vinícius conta que o livro “A Arte da não Conformidade“, também mudou a forma como ele enxergava a vida.

Os livros, segundo Vinícius, não eram unicamente sobre nomadismo digital, mas falavam a respeito e foram super importantes para as decisões do casal.

Ele fala que aprendeu muito durante sua leitura. Porém, se surpreendeu com a descoberta de que, viajando pelo mundo, ele poderia ter praticamente os mesmos gastos que teria morando no Brasil.

“A gente deixa de pagar as contas da casa no Brasil e gasta esse valor com as contas em outros lugares.” – Vinicius

“Morar no Brasil é caro demais, essa vida acaba permitindo que a gente gaste menos.” – Patrícia.

 

       

 

ATÉ QUANDO PRETENDEM SEGUIR COMO NÔMADES DIGITAIS?

Eles contam que acham muito difícil parar com esse estilo de vida e voltar a viver como antes. Segundo eles, a mudança faz parte do equilíbrio para se ter uma vida feliz.

Patrícia relata que a distância da família e dos amigos é uma das partes mais complicadas para ela. Ela fala, ainda, que gosta do Brasil por ser mais agitado, mas, quando está por lá, sente falta da tranquilidade dos outros países.

Ela explica que, quando vai ao Brasil, quer visitar todo mundo ao mesmo tempo, pois se sente cobrada por não estar presente em todos os outros momentos do ano.

“Eu me sinto devedora.”

Vinícius relata que o sentimento de viver remotamente é comparado ao vício. Diz que viver em somente um lugar o faria sentir falta de todos os outros.

Segundo a Patrícia, apesar de existirem problemas em todos os países, muitas vezes eles são vistos apenas como novidades no início.

Devido a mobilidade do casal, quando os aborrecimentos começam a aparecer, eles logo mudam para outro local.

“Nesse momento já é hora de ir embora para algum outro lugar.”

 

MAIORES DIFICULDADES

CRISE DE ANSIEDADE

Patrícia relata que teve uma forte crise de ansiedade, mas não sabe se a causa foi o novo estilo de vida.

“Eu tinha que passar por um autoconhecimento naquele momento da minha vida.”

Vinícius diz que essa foi, com certeza, a maior dificuldade que o casal enfrentou.

Patrícia explica que, a partir do momento que decidiu parar de fazer fotos de casamentos, sua especialidade, ficou sem uma profissão definida, isso mexeu bastante com sua cabeça.

Ela conta que, como fotógrafa, se desafiava constantemente buscando melhores ângulos, momentos e formas de ser criativa para captar a essência dos noivos.

“Eu costumo falar que aquilo me dava músculos no cérebro”.

Ou seja, a rotina profissional no Brasil, a deixava bastante ocupada e a incentivava a enfrentar seus medos. Ter se afastado deste cotidiano, a fez se sentir perdida.

“a vida sempre exige que a gente faça uma coisa nova e desafiadora, por menor que ela seja.”

Segundo ela, quando você se permite entrar em uma zona de conforto, você começa a sentir negativamente os efeitos disso.

A trajetória do primeiro casal nômade digital brasileiro

Imagem retirada do Instagram @casalpartiu

ALFÂNDEGA

Para Vinícius, o retorno ao Brasil sempre era uma das maiores dificuldades, principalmente por conta da alfândega.

Ele diz que entrar com equipamentos, mesmo antigos, no Brasil, pode causar muitos problemas.

O casal conta que, ao voltarem da Argentina, depois da Patrícia ter fotografado um casamento, eles precisaram pegar um ônibus e passar por Foz do Iguaçu – PR.

Ao chegarem no aeroporto, a Polícia Federal não os deu outra opção a não ser a de apreender todos os equipamentos.

Ele explica que, quando passamos pela alfândega rodoviária, há a possibilidade de pagar as taxas em cima dos novos equipamentos.

Porém, quando você chega ao aeroporto, se você não tiver o comprovante da taxa ou a nota fiscal comprovando que o equipamento é antigo, a única opção para a polícia é apreensão.

Todos os equipamentos do casal eram antigos, mas como não tinham como comprovar, a Polícia Federal quis apreender tudo.

Vinicius explica que foi um estresse enorme. Todo trabalho da Patrícia estava nos aparelhos e, ela tinha que fotografar um outro casamento logo após sua chegada.

Por um milagre, Patrícia conta que a policial que estava falando com eles percebeu que todos os materiais eram velhos e pediu que eles sumissem da frente dela.

“Porque você não falou isso logo menina.”

Eles explicam que esse tipo de experiência é comum no aeroporto de Foz do Iguaçu devido à proximidade com o Paraguai e que, geralmente, há um processo bastante burocrático.

Vinícius diz que a única forma de comprovar os equipamentos e passar com tranquilidade pela polícia é ter a nota fiscal de cada um deles.

AQUELA AJUDINHA PARA VOCÊ SER O PRÓXIMO NÔMADE DIGITAL

Depois de 7 anos, eles pegaram todas as suas experiências e as experiências de muitos outros nômades digitais para criar o primeiro livro brasileiro que fala com propriedade sobre o assunto.

Vinícius conta que o livro “Nômade Digital” é composto por três volumes:

  • Nômades Digitais brasileiros – as histórias de 24 nômades digitais do Brasil, que envolvem um total de 42 pessoas – o que fazem, como se mantém, desafios que enfrentaram, e muitos outros aspectos;
  • A história deles (Casal Partiu) – biografia completa do primeiro casal de nômades digitais do Brasil, na estrada desde 2010 – bastante detalhe sobre sua trajetória abordando, inclusive, aspectos como a ficha técnica com os valores específicos de cada lugar que passaram;
  • Guia completo do Nômade Digital – todos os tópicos que envolvem esse estilo de vida – os três caminhos possíveis de trabalho online, seguro saúde, gestão econômica, descontos em passagens, segurança física, segurança digital, textos prontos de negociações no Airbnb que vão te poupar muito dinheiro e MUITO MAIS!

Segundo o casal, não seria possível, e nem justo, trazer um livro superficial para tratar de um assunto tão amplo como esse.

O “Nômade Digital” te mostra tudo que essa galera, de peso, passou durante sua trajetória para que você não cometa os mesmos erros e consiga alcançar, de forma mais rápida e sustentável, os mesmos resultados.

Ou seja, você economizará tempo e dinheiro com todas as informações que têm lá.

MAIORES DIFICULDADES DE INICIAR A JORNADA

Vinícius explica, que percebeu que a maior dificuldade para uma pessoa se tornar um nômade digital, é entender qual o caminho mais adequado seguir e que tipo de trabalho fazer.

Por isso, ele fala da importância de conhecer exemplos concretos, para que você entenda que é possível seguir esse estilo de vida de várias maneiras.

Através do livro, você verá relatos reais de diversas pessoas tendo resultados claros desta transformação de formas diferentes.

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O SIGNIFICADO DE MOBILIDADE PARA UM NÔMADE DIGITAL

A mobilidade é um dos aspectos mais importantes para um nômade digital, pois ela pode evitar a perda desnecessária de tempo.

Para o casal, muitas vezes, ir morar em outro país pode ser até pior do que continuar no Brasil.

Eles dizem que, antes passar por processos caros para viver em outros lugares, seria interessante se dar a oportunidade de circular pelo mundo primeiro para ter uma noção do que melhor se ajusta a você.  

Segundo eles, a mobilidade é um dos fatores que permitem que o nômade digital se adapte à diferentes cenários. Pois, se algum lugar não tiver legal, ele pode mudar para outro melhor

“O nômade digital, depois que aprende a fazer isso, a lidar com essa mobilidade, ele está sempre em paz.”

Eles afirmam que, somente esse aspecto é capaz de resolver uma quantidade enorme de problemas.

Para exemplificar, eles citam a questão da segurança.

Com a mobilidade, eles acreditam que podem morar em cidades absurdamente seguras sem precisar passar por processos burocráticos como passam pessoas que tentam adquirir a residência permanente em certos locais do mundo.

“Você vai de um lugar para outro, e a burocracia é zero”. – Vinícius

Eles ainda relatam que, não possuem a cidadania europeia e sempre viajam com o visto de turismo.

Porém, isso não é problema para eles que gostam de mudar de tempos em tempos.

 

UM PRESENTE DO “CASAL PARTIU” PARA VOCÊ

Está em dúvida se o nomadismo digital é para você?

O “Casal Partiu” te oferece uma alto avaliação GRATUITA. É só clicar aqui!

Segundo Vinícius, ela é uma ferramenta super simples. Basta você:

  • acessar o site nomadedigital.com.br;
  • responder as perguntas;
  • e, pronto! você recebe um diagnóstico por e-mail.

 

A trajetória do primeiro casal nômade digital brasileiro

Imagem retirada do Instagram @casalpartiu

Há 7 anos, o Vinícius e a Pati começaram sua jornada nômade digital e, hoje, estão realizados fazendo o que amam viajando pelo mundo. E você? Quando vai iniciar a sua?

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Se identificou com o Casal Partiu? Abaixo todos os links e contatos do casal:


:: Artigo escrito em colaboração com Wéverton Rodrigues ::

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