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“Vida de uma brasileira em Miami”

Vida de uma brasileira em Miami

Apresento a vocês essa figura que é a Renata Tenório. Ela é minha amiga de infância, tem 28 anos é natural do Rio de Janeiro e está morando nos Estado Unidos. Hoje, além de contar sobre como é a vida de uma brasileira em Miami, ela fala sobre suas dificuldades, custo de vida e dá algumas dicas para quem está indo agora!.

Dá uma olhada no vídeo da na nossa entrevista abaixo:

 

PORQUE MORAR FORA?

A crise do país ajudou, mas o motivo maior foi por estar um pouco perdida em relação a sair de casa e construir sua vida. É formada em comunicação e não via muito futuro, pois trabalhava com eventos e relata ser uma vida muito instável.

Ainda no Brasil, Renata iniciou uma carreira na área de confeitaria, fazendo bolos maravilhosos. Ela tentou abrir uma empresa neste ramo no Brasil, porém conta que teve muita dificuldade devido a burocracia brasileira.

Sempre gostou de viajar e desde 16 anos já teve outras experiências fora:

  • Fez um ano do ensino médio no Canadá;
  • Morou um tempo na África do Sul trabalhando na Copa do Mundo 2010.

Ela não estava muito feliz, não se sentia mais parte do país. Queria ver outras culturas, ter novas experiências e sabia que o Brasil naquele momento não poderia dar oportunidade dela crescer profissionalmente.

“Mas o foco não foi totalmente profissional, foi muito mais QUERO SER FELIZ”

 

POR QUE ESCOLHEU OS ESTADOS UNIDOS?

Como morou nos Estados Unidos outras vezes, Renata diz que adora o estilo de vida por conta da praticidade e da maneira que as coisas funcionam por lá.

Apesar de hoje estar em Miami, sua primeira opção foi Austrália. Mas, devido a terra do canguru ser um país muito distante e sua família já ter um apartamento em Miami, ela acabou não pensando duas vezes.

Além disso, surgiu uma oportunidade de empreender nos EUA no ramo de confeitaria, que é uma de suas grandes paixões.

Entrevista com Renata Tenório

 

PROCESSO

Por já ter trabalhado na IE, agência de intercâmbio no exterior, ela já sabia como funcionavam todos os tramites de visto e passagem, então decidiu fazer tudo sozinha.

Como não tinha dinheiro o suficiente na época, resolveu vender o carro para pagar as despesas de viagem. Abaixo algumas despesas para quem vai ao país a turismo, como foi o caso dela:

  • Taxa visto turismo: USD $160;
  • passagem para Miami: BRL R$2.500 aproximadamente
  • aluguel: varia dependendo da localização, mas é possível pagar entre USD $1.800 a USD $2.500 por mês.

 

MORANDO FORA

Sociedade

Primeiramente Renata foi a Miami a turismo, passar um mês para entender melhor se realmente valia a pena a sociedade e ver se ela se adaptaria a rotina da cidade.

Apesar de ter gostado do convite e da profissional que sugeriu a sociedade, não viu muito futuro para o trabalho. Preferiu então, não fazer a sociedade e ver de que forma ela conseguiria viver o sonho americano.

Entrevista com Renata Tenório

Estudo nos EUA

Buscando um advogado, viu que a forma legal de continuar por lá seria estudando.

Foi então que decidiu aplicar para o visto de estudante de lá mesmo. Mas dá a dica de que é mais barato já ir direto do Brasil com esse tipo de visto do que fazer da forma que ela fez.

  • Custo aproximado para tirar o visto de estudante já estando nos EUA: USD $1.000 a USD $1.500
  • Custo aproximado para tirar o visto de estudante do Brasil: BRL R$500 (apenas o custo do despachante para fazer uma entrevista no consulado)

Como o curso escolhido foi um curso de gastronomia, ela conta que o preço varia de acordo com a escola/faculdade. No seu caso o valor foi de USD $1.000 mensais.

Por ser uma estudante internacional o curso é em tempo integral (08h diárias) e não se pode trabalhar neste período. Renata explica que preciso comprovar renda para mostrar que é possível morar no país no período que estiver estudando.

A exigência é que a renda seja de mais ou menos USD $1.200 mensais além do preço do curso.

Dificuldades

  • Foi difícil fazer amigos. Explicou que sempre teve facilidade, mas ralou para construir vínculos lá fora.
  • A vida de Miami não é um Glamour. Segundo ela é tudo muito falso, as pessoas tentam tirar vantagem de você de qualquer forma, só pensam em dinheiro.
  • No início, quando ainda não namorava, se sentia sozinha, sem ninguém para recorrer.
  • Falta da família: sente falta de todos em geral, mas do sobrinho que não está vendo crescer e de sua avó que está mais velha, diz que é o que dói mais.

“Apesar das dificuldades, ir para Miami foi sem dúvida alguma a melhor decisão que já tomei.”

Entrevista com Renata Tenório

Gastos

Abaixo, Renata listou os principais gastos de uma pessoa que está morando em Miami Beach.

“Dá para viver com uma renda de USD $2.000 dólares por mês”

  • Aluguel: O preço varia de acordo com a localização. Em Miami Beach se paga mais ou menos USD $2.500 em um estúdio. Se for mais afastado, dá para pagar um preço bem mais em conta, como mais ou menos USD $1.200. Mas ela ressalta que tem muita gente que divide apartamento com amigos, o que fica muito mais viável.
  • Gasolina: De USD $30 a $40 dólares a semana
  • Mercado: varia de acordo com a necessidade de cada um, mas dá para comer bem com pouco.
  • Carro: Ela comprou um carro usado e conta que o valor aproximado é de mais ou menos USD $2.000.
  • Viagens: Ela conta que pagou USD $200 para ir a Bahamas.

Isso tudo fora sair com os amigos para barzinho, praia, boates, entre outros.

Entrevista com Renata Tenório

 

VISTO DE TRABALHO NOS EUA

Renata explicou que existem diversos tipos de vistos, e que muitas vezes o que define o sucesso é a qualificação profissional, o nível de inglês e também se a profissão do aplicante está em demanda nos EUA.
Abaixo, os tipos de vistos de trabalho mais comuns nos EUA

Visto de trabalho L1

É um visto de residência temporária que consiste em transferir um profissional de uma empresa no Brasil para sua filial ou subsidiária nos Estados Unidos.

Existe o visto L1- A destinados a gerentes e executivos e o visto L1-B para funcionários com especializações específicas.

Abaixo um gráfico que mostra a trajetória do L1 até a conquista da cidadania americana.

Grafico para ir do visto L1 até o green card

Visto de trabalho H-1B

Este visto é também de residência temporária, mas sua grande diferença em relação ao L1 é que a empresa contratante não precisa ter vinculo com nenhuma outra brasileira.

A experiência curricular do profissional é que vai determinar a função a ser desempenhada na empresa americana. Para empresa fazer a contratação é necessário provar que a função ou especialidade não pode ser preenchido por nenhum profissional já residente nos Estados Unidos.

Visto de investidor EB-5

Investindo um valor mínimo USD $500mil em um negócio, é concedido o “green card” automaticamente, porém o investidor não pode definir onde o valor será aplicado. Já existem negócios pré qualificados pelo governo onde o valor será investido.

Quem tem um cidadania italiana, o valor de investimento é de aproximadamente USD $150mil através do visto E2, que funciona similar ao EB-5.

Segundo Renata é possível se candidatar para um visto de trabalho estando nos Estados unidos como turista, mas é muito difícil. Ela conta que todo ano o governo abre as inscrições em Abril e o investimento é de aproximadamente USD $5mil dólares. O processo demora aproximadamente 8 meses e se a pessoa não for sorteada, perde o dinheiro.

De qualquer forma, ela sugere que quem tem esse interesse em viver por lá se consulte com um advogado, que vai estudar o caso e passar possibilidades.

Entrevista com Renata Tenório

 

EMPREGO NOS EUA

Ela explica que não pode trabalhar, por isso não tem muita ideia de como funciona essa busca por emprego. Mas que lá não há subemprego como no Brasil.

“Independente da profissão, as pessoas vivem com dignidade, se paga o suficiente para viver com conforto”

Devido a suas experiências anteriores em “work experience” a de seus amigos que trabalham por lá ela explica que trabalhar em um emprego que te possibilita ganhar gorjeta, acaba sendo um bom complemento de renda ao final do mês.

 

BEST SPOTS EM MIAMI

  • Vá as praias Miami Beach, Hollywood beachFort Lauderdale
  • Lincoln Road, que é uma rua de pedestres com lojas e restaurantes.
  • South Point Park é  um parque que dá para passear de bicicleta. Tem uma vista linda e uns restaurantes deliciosos.
  • Burges-fi: Ela conta que pagou USD $200 para ir a Bahamas.
  • Deu duas dicas de museu: o Vizcaya, que diz ser muito parecido com a Europa e o Perz, que segundo ela é super legal e bem moderno.
  • Jupiter: É uma praia que fica a uma hora de Miami e ela diz que apesar de nunca ter ido, quer muito ir pois viu que é maravilhoso.
  • Wynwood: Bairro que está em alta agora e é cheio de barzinhos e restaurantes. É muito bom para ir para sair, aconselha o Wood Tavern.

Entrevista com Renata Tenório

 

DICA PARA QUEM QUER COMEÇAR AGORA ESSE SONHO

“Venha!”

Renata conta que é importante estudar as possibilidades de visto, pois é muito melhor sair do Brasil com tudo definido do que resolver alterar a situação por lá.

Outra dica é ter a mente aberta. Ela explica que as culturas e pessoas são diferentes, não é nada igual. Ela diz que não é o glamour que todos pensam.

Por fim, ela fala que é importante preparar para saudade.

Entrevista com Renata Tenório

 

A Re está em busca do sonho dela. E você? Começa quando?

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4 COMMENTS

  • Georges on Maio 30, 2017

    Olá. O título acabou não sendo respondido que seria como alterar o visto de turista para o de trabalho. Ela falou apenas o que a maioria já sabe. Também moro na Florida e consegui o H1b. Posso dar mais detalhes que faltaram nessa entrevista:
    H1b tem custo que varia de 5 a 10 mil dolares e depende do advogado. Existia um processo premium onde você sabia a resposta até 15 dias após o sorteio. São 65 mil vagas por ano (mais 20 mil vagas extras pra quem tem diploma em faculdade americana) e ano passado foram 236 mil aplicações. Praticamente 1 vaga pra 4 candidatos. Esse ano foi dificultado por causa do trump e vai ser cada vez mais difícil conseguir.
    Um detalhe que ela não falou: precisa ter diploma em curso superior e preferencialmente ser em áreas onde é difícil achar um profissional americano.
    Você precisa achar uma empresa que queira ser sua patrocinadora pra esse visto (sponsor). A empresa fará toda a documentação e será responsável pelos pagamentos de todos os custos. Você não pode pagar porque é contra a lei. Outro detalhe é que você poderá trabalhar APENAS para seu Sponsor e seus dependentes NÃO podem trabalhar. Podem morar e estudar. Qualquer trabalho seu ou de seus dependentes será ilegal, inclusive Uber. Se o governo descobrir, seu visto será revogado ou você não conseguirá tirar seu greencard mais tarde.

    L1 não é tão simples. Basicamente você vai abrir uma filial nos EUA e vai gerenciar. É um visto de transferência de executivos. Você não precisa ter o mesmo negócio do Brasil sendo operado nos EUA, mas precisa comprovar que a sua ida aos EUA não colocará o negócio do Brasil em risco ou será fechado. A empresa brasileira precisa continuar operando. Além disso, você precisa mostrar um plano de negócios e pra poder renovar sua permanência, esse plano precisa ser cumprido. Ele permite que dependentes trabelhem e permite processo para greencard.

    O visto de negócios para países que possuem tratado de comércio maritimo que ela comentou é o E1-E2 (cidadania italiana, alemã, etc). Um detalhe que ninguém comenta é que ele não permite aplicação pra Greencard. É um visto de investidor temporário e não é igual ao EB-5. Com investimento de 100 mil a 150 mil tem chances de ser aprovado.

    EB-5 é um visto de investidor onde você praticamente compra seu greencard. São necessários 500 mil em áreas com maior índice de desemprego e 1 milhão em áreas mais populosas. Na verdade ainda tem as taxas e custos de advogados. Na prática, um investimento de 500 mil sairia entre 600 e 650 mil no final. É possível fazer investimentos em imóveis também, mas estes precisam estar de acordo com o programa. Eu tenho contato com pessoas que oferecem isso.

    Faltou ela comentar sobre 2 vistos mais simples:
    J1 que seria um visto de intercâmbio/estágio.
    H2b que seria um visto de trabalho temporário sem necessidade de ter curso superior. Costuma ser requisitado em temporadas e tem duração de 3 a 10 meses.

    Visto H1C
    Uma área que oferece mais facilidade é enfermagem e fisioterapia. Alguns estados possuem grande demanda de profissionais e faltam candidatos. Nesse caso a pessoa precisa ser formada e ter alguma experiência na área. É um visto que leva rapidamente ao greencard.

    Outro detalhe que ela não comentou:
    Se for mudar visto de turista pra estudante, faça isso no Brasil. Além de sair mais barato, se fizer já estando nos EUA não poderá sair do país. Isso é outro detalhe que ninguém comenta.

    Reply
    • boramorarfora on Maio 30, 2017

      Nossa Georges, super legal sua iniciativa para ajudar as pessoas com mais informações.
      Muito feliz por você ter dedicado parte do seu tempo escrevendo e enriquecendo ainda mais o conteúdo.

      Se quiser dar uma entrevista falando um pouco mais e relatando o que você passou, será um prazer.
      Basta mandar um e-mail para taissa@boramorarfora.com.br e nós marcamos ok?

      Muito obrigada mesmo! O blog foi feito para ajudar brasileiros que querem morar fora verem todas as possibilidades! =)
      Taíssa Souza

      Reply
  • genteitaliana.info on Maio 30, 2017

    Obrigado por publicando este artigo impressionante.
    Eu já sou um leitor de muito tempo, mas nunca fui obrigado
    a deixar um comentário. Me no seu blog e compartilhei no meu
    Twitter. Mais uma vez obrigado por este excelente artigo !

    Reply
    • boramorarfora on Maio 30, 2017

      Nossa estou MUITO feliz com o seu comentário! Muito obrigada mesmo.. fico feliz de você ter conectado e gostado tanto! =)
      Muito obrigada mais uma vez! beijos enormes =)

      Reply

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